Transmetropolitan!

By 5 de julho de 2018Colunas

 

Preguiça? Falta de tempo? Indicação? Transmetropolitan é obrigação!

Ah, férias! Esse doce paraíso pragmático de esperar o ano inteiro e não fazer absolutamente NADA! E nós da Pandemonium também somos filhos dessa terra desgraçada, e temos direito a isso. E nada mais justo do que colunas curtas, drops absurdos para nossos três fiéis leitores, enquanto terminamos de editar todos os podcasts que já foram gravados, e alguns que jamais serão soltos, mas editamos mesmo assim, afinal, o dever nos chama!

Hoje o papo é simples, dimensional e Vertigo! Pra você que é fã de quadrinhos CyberPunk e por algum motivo nunca leu essa porra, aonde claramente tu tá errado pra caralho. Se você, jovem chupim mutante que é fã de coisas como Mad Max, Matrix, Black Mirror e conspirações políticas futurísticas, você veio ao lugar errado na hora certa! E aqui seguimos, nessa praia criada pelo meu subconsciente, após descargas de morfina, cerveja barata e um Unplugged do Nirvana.

Transmetropolitan é uma utopia desenvolvida pelo mestre Warren Ellis no ano de 1997, sendo publicada originalmente até 2002. Nós sabemos que o lançamento de publicações decorrentes de outros países chega com atraso até nós, o que claramente faz com que a Vertigo transforme estes arcos em encadernados, que foram concluídos alguns anos atrás, fechando com 7 edições, que variavam no valor de R$70, e ainda podem ser encontradas em lugares como Saraiva, Leitura e uma coisa que chamamos de internet, caso você esteja tendo contato com ela hoje!

A trama se desenvolve em volta de Spider Jerusalem, um jornalista paranoico e terrorista que não tem medo de entregar para as pessoas o jornalismo que elas merecerem. E em pleno século 23, Spider está em seu retiro de escroto aposentado, barbudo, ermitão e morando numa fortaleza nas montanhas, com sistemas de segurança avançados para que sua paz não seja tropeçada. Mas o retirado jornalista deve publicações de alguns livros para o seu editor, o que fazem com que ele retorne a vida caótica da cidade, da qual ele não via por cinco anos.

Um mundo unificado entre alienígenas, ciborgues, computadores, violência, caos, consumo, corrupção, pessoas sendo revividas por criogenia e sendo largadas a mercê da própria sorte da rua, doses de crítica sobre o racismo em torno de seres alienígenas e a homofobia entre diversos gêneros que se fazem presentes na Terra, Transmetropolitan é uma alegoria aos problemas dos anos 90/00 de forma absurdamente criativa e violenta! Algumas pessoas até mesmo se converteram ao que chamam de ”Foglets”, nanomáquinas espirituais em forma de nuvens, uma espécie de transcendência do corpo para ser eterno, e além claro, de um abuso explosivo de religiões que aparecem na cidade como uma espécie de bactéria a cada segundo que passa.

De volta nessa porra, Spider Jerusalem precisa voltar a sujeitar seus editoriais para Royce, que edita o maior jornal da cidade. Logo de cara, o primeiro trampo de Spider é demonstrar as riots do movimento transitório, pessoas com modificações de corpo genético baseadas em DNA alienígena, para se tornarem de outra espécie, sendo assim marginalizados e forçados a viver na Favela dos Anjos, aonde são liderados por Fred Cristo. Jerusalem utiliza de todo seu jornalismo agressivo para intensificar o motim, participar dele, ser espancado pela polícia e explodir nos jornais!

Cada vez mais e mais na trama, Spider volta a ser um jornalista consagrado, explodindo opiniões da mídia popular que clamam por suas notícias, que aparecem de minutos em minutos em super telas que lembram exatamente George Orwell em 1984, e se você é fã desse tipo de leitura, é a pedida certa pra você!

 

**Obs: Peço desculpas pelas constantes imagens em inglês, tento ao máximo retirar dos quadrinhos que tenho ou de PDF’s traduzidos, mas dessa vez não tive tempo. 

Aquiles Barbosa

Author Aquiles Barbosa

Historiador, alcoólatra e fanfarrão. Escrevi umas colunas e fui sequestrado por nerds que me obrigam a comer fast food e produzir conteúdo. (Ajude-me Obi-Wan Kenobi!)

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